terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sempre fui muito sincera e as vezes acabo ferindo, magoando as pessoas, pois sei que nem todas estão dispostas a ouvir a verdade. Isso acontece comigo também, mas ser verdadeira talvez seja a minha melhor qualidade.
Não consigo esconder nada do que penso por muito tempo, quando vejo vomitei tudo o que quero dizer, e as pessoas se assustam...
Eu cansei de ser tratada como trouxa, infantil, arrogante, não são esses termos que definem o que sou, observo muito até então dar um parecer, as vezes falo bobagem, mas sei reconhecer esses erros também. A maior parte prefiro não dizer nada, e fico só ouvindo, até mesmo em uma roda de amigos onde a bagunça predomina, gosto de ficar no meu canto observando.
Calada e quietinha! Mas de maneira alguma anti-social, tá bom, não me queiram me ver brava...
Mas quem não é assim?

domingo, 14 de dezembro de 2008

PARTO

Saia daí logo.
Respire, chore, corre.
A luz doire,
Colore, implore, implore!

Caia fora, ande,
comande, respire,
chame, clame, ame.
Faça, receba, engane!

Joga aí mesmo,
jogue, engane, tanto faz.
Lute, maltrate, xingue,
me ama também!

Tuas mãos

Saber de calor,
Quente como sol.
Labaredas de fogo
embriagam a pele.
O toque é forte!
O amor é leve
de tão forte destrói o corpo.
Envolve a mente
Vaga entre dedos,
como água que corre livremente em rios,
de sorrisos largos e claro
escorregam entre corpos,
e os corpos, desejos, tensos,
sedentos em febre ardentes vontades.
Chuvas de satisfação estão em suas mãos!

Alvoroçadas,
bocas atropeladas,
Ouvindo ruídos
Palavras juízos.
Falsos calendários
Dando passos...
Passos lentos,
rondando o espaço
Sonhando,,,
Dançando, rodando, girando...
Gosto de delícias,
cheiro de malícia.
Vejo seu jeito cabreiro.
Desejo sim, o sentir
dos teus sentidos.
A esta figura fantástica e corrosiva, pois invade, entra e sai rasgando, deixando feridas e ebulições...

Este que faz o ar faltar, de tanto ar que trás. De tanto que faz bem, mal serás sem.Sua presença em mim lateja dentre da cabeça, nervos e neurónios, e que quase inconveniente lúcida estou a sentir. Figuras assim fazem bem aos seres humanos mas esquecem de fazer bem para si.Deixar passar sem sentido, nada terás que comemorar, deixar passar sem motivo nada terá sentido.

E pra que explicar a vida pois essa é muito simples. Encontrar beleza nas coisa pequenas e simples como uma flor ou seu sorriso cativante e seu olhar misterioso singelo.

SOLIDÃO



Com os olhos arregalados tendo observa-lo, o que escondes por de trás dessas palavras, dos trejeitos, desse ar soberano, autoritário e irreverente.


Vago a pensar em possibilidades delirantes se não for por respeito disso nada me vale.Me desperta uma curiosidade imensa no fundo desses olhos esbugalhados pela ironia, que cor terá, que vida está lá, que sentido faz.


Ao meu bravejo, entoar de sua boca molhada e macia, um soar enfatizando alegria , delírios e fantasia... Nada sei, nada me deras, entretanto sei que no fundo destes olhos de pedra, uma memória de águas turvas e outras cristalinas, ou bem distantes daquilo que se vê hoje em dia.


E o calor de suas palavras que fazem sorrir e que fazem sorrir e encorajar quem o ouvem, o abraço mais sincero e amigo que fornece a todos, resta-lhe pedaços de estórias vindas do obscuro triste de seus olhos. A solidão!


Vejo assim empolgada lance, um "q" a mais, a vontade de continuar tendo a possibilidade de estar lá quando tudo isso mudar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Quero falar de sonhos de amores e vida

dizer o que penso e o que sinto!

Falar dos medos e desespero, sombrios!


Sonhar é que faço sempre, quando estou

em meus momentos, sozinha, sonho com o melhor da vida,

com o reconhecimento do meu trabalho, e principalmente da dança,

que foi um sonho parcialmente realizado.


Dança essa, que não consigo mais viver, já faz parte de mim,

da minha vida, vida essa que reaprendi a viver sem ter o meu amor,

amor que ainda amo, mas não o tenho. Amor que sempre estará lá

bem no fundinho, escondidinho...


Amor que muitas alegrias senti e muitas dores passei, e hoje já

nem sei, está neutro, apenas está lá!

E que a vida me reserve outros amores e paixões para realmente

ter sentido, assim como a paixão da dança, do teatro e da massoterapia.


Amor é o quero e desejo sempre, pois nada tem sentido sem ele, avida se torna

frágil assim com eu hoje, nossa acho que estou sentimental demais mas é

como me sinto atualmente, sensível pelo que é da vida, e o que se diz respeito a ela.


Ando vendo as coisas diferentes, realmente estou mudando conceitos, e valores,

Medo eu sinto e as vezes chego a me desesperar, mas algo de incrível logo mais

vem para me amparar e me dar forças para continuar...


Continuar o que não previ e o que não queria, mas que acabam de me

seduzir, me encher de esperança novamente...




Saude pública e agora!


Estou muito, mais muito furiosa!

Dependo infelizmente dessa porcaria que chamam de saúde publica.

Fiquei doente na quinta feira passada, fui ao AMA, sistema de saúde criado pelo governo Kassab.

Após duas horas e meia esperando para ser atendida, (acho que uma lesma é bem mais rápida) do que aquele sistema retardatário. A médica me pediu para fazer dois exames de urina, e pediu para retornar no dia seguinte para saber o resultado.

Lá vou eu na sexta buscar o exame, mais 3 horas de espera, e sem falar que só um resultado estava pronto. Tudo bem, passei com outro médico, que me falou que tinha infecção na urina, (para saber disso não precisava nem fazer exame, pois estava até urinando sangue), me deu um remedinho e falou se não melhorasse ou se tivesse febre que procurasse a um pronto socorro pois lá não tinha como cuidarem de mim, e me passou um exame de ultrason, que fosse marcado pelo posto de saúde, onde fui me informar e só teria como marcar daqui três meses, absurdo se tiver que morrer...

Certo, fui para casa repousar, passaram um dia, dois, três, quatro e nada da infecção baixar e tive febre, baixa mais tive, o que fazer procurar um pronto socorro do estado do nosso queridissimo José Serra, só para fazer a ficha de entrada esperei uma hora e meia, logo após duas horas para ser atendida e mal atendida, saí de lá puta, pois estou num país onde se pagam os maiores impostos do mundo, inclusive eu e minha família que sofrem comigo o meu desespero e dor.

Depois, fui para um hospital particular onde marquei o ultrason e paguei, pois seria uma urgência sabe para quando foi marcado? Para daqui quinze dias, um absurdo maior ainda pois paguei para ficar esperando mais quinze dias!

Um horror essa situação está na hora da morte, morte mesmo para nós que somos brasileiros, gente honesta trabalhadores que pagamos impostos altíssimos e juros descontrolados, temos que passar por isso, um descaso total. Enquanto políticos e marajás estão desfrutando o dinheiro do povo para benefício próprio.

Agora pensem comigo se está assim em plena época de eleição, imaginem daqui alguns meses quando o candidato estiver eleito. E mesmo doente, domingo terá eleições e eu como cidadã brasileira terei que disponibilizar meu tempo precioso para cooperar com essa hipocrisia que é a democracia, nossa to revoltada, fudida e mal paga...

Agora vou deixar de fazer coisas que gosto para poder pagar um plano médico, sendo que a saúde pública que é por direito meu e de todos os brasileiros desfrutar está assim parado, falido, e esquecido pelos políticos. Sem falar que os convénios também não valem tanto a pena assim mas essa é uma outra discussão.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bolinha de sabão


Virei bolinha de sabão!
Vivo do leve sopro do garotinho que joga ao ar "bolinhas"...
Pequenas, grandes, brilhantes algumas coloridas outras esfumaçadas. Minhas amigas bolinhas flutuam e dançam, giram até que bem no alto "Puf" estouram.
Eu sou sou diferente vou chegar até as estrelas, onde lá vou morar e brilhar!
Nossa! O que está acontecendo? Eu estou sumindo, subindo, sumindo...
E girando mais rápido, estou desaparecendo. Socorro!!!!!!!
"Puf"

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sejam bem vindos


Para você que lê, aquele abraço, e obrigada por me visitar.

E espero que visite sempre, sinta-se em casa.

Falar de sentimentos e de coisas que pensamos nem sempre é fácil, diria até constrangedor.

Mas necessário, para ser útil ou simplesmente desabafar...

Farei aqui meu cantinho, não egoísta e sim revelador; serão momentos de fragilidade e emoção!

Hoje mesmo, estou doente, e confusa e também extremamente feliz, estranho nê?

Feliz por estar aqui escrevendo novamente, se não estivesse doente estaria trabalhando e não escreveria para você...

O dia continua nublado, chuvoso e faz muito frio, meus pés já estão congelando, e a vontade de te-lo aqui comigo é bem grande, só para ficarmos aquecidinhos, jogando conversa fora...

É estou me sentindo sozinha, a única companhia é a Internet; aquela que relutei em aceitar, e que hoje é uma boa amiga!


Sobre a vivência, muito o que dizer...

Mas sobretudo o que não dizer e sim, fazer!

Como ciclo vicioso fazemos tudo de novo, sempre igual. Mesmo

que saibamos que vamos nos machucar.

Cair nas mesmas tentações... e se quebrar!

Quebrar a cara, o corpo, as pernas, a alma.

Quebrar o bom senso.

Mas mesmo assim teimamos, em viver o mesmo

todos os dias, o "chinfrim", o pequeno, sem enxergar um palmo diante do nariz!

Pessoas boas sim, mas sempre repetindo, repetindo....

Hoje...


Hoje,

me sinto que nem "Macabéa",

feia, destorcida, estranha, pálida e tuberculosa...

Sem contar, na pobreza de cultura, alma e espírito.

Vida?

Ah! Essa passou bem longe, só consigo repirar,

pois sou como uma máquina, que se acostumou fazer

sempre a mesma coisa.

Que bom! Pois nem sempre me sinto assim!




texto baseado no livro" Hora da estrela, Clarice Lispéctor" por Andreza Lopes